Ilusão de Ótica, Não Há Uma Mulher Nesta Ilustração

    Esta ilusão de ótica realmente é impressionante, estamos vendo que há uma mulher na ilustração, mas, na verdade ela não existe. O que existe é: um vaso, um apoio na parede, um gato, uma taça, um cortina, um par de meias-calças pendurados no varal. O artista utilizou com maestria, o que no desenho conhecemos pelo nome de espaço negativo. Nesta complementação entre espaço negativo e positivo, nosso sentido de percepção é "enganado", induzindo-nos a enxergarmos uma mulher, que na verdade não existe, mas, tente convencer os olhos e cérebro de que ela não está lá. O vaso, suporte da garrafa, o gato, a taça, a cortina, as meias-calças (espaço positivo), formam, juntamente como espaço negativo, a ilustração da mulher inexistente. Para confundir ainda mais o sentido da visão, o desenhista nos confunde com os planos, ela parece estar fora da janela, pairando no ar, ou encostada no parapeito (desconsiderando as meias-calças), ou com o rosto perto da parede. Há uma sombra projetada na parede, a impressão é que a garrafa e o vaso estão perto da parede, mas, o suporte parece estar próximo da janela e maior do que deveria ser se estivesse no plano de fundo, ou seja, está desproporcional. O desenho foi feito para confundir mesmo, tanto na perspectiva, planos, proporção, uso dos espaços negativo e positivo, sombreamentos. Os únicos seres vivos representados na ilustração são o nosso amigo felino, o gato, com olhos bem humanizados e a planta no vaso, induzida a ser vista como os cabelos da figura. O que me faz lembrar da Esfinge e a célebre frase: "Decifra-me ou te devoro!". Este parece ser o desafio lançado pelo gato do parapeito: "Explique por que você vê uma mulher que não existe". Os gatos gostam de ficar no parapeito da janela, olhando o movimento, este da ilustração, olha diretamente para nós, como quem espera uma explicação, da mulher que não existe, a qual ele com seu corpo ajuda a dar forma.