Transporte Público Lotado, Isso é Esparta


    O número de carros emplacados na cidade de São Paulo diariamente é absurdo, enquanto mais carros começavam a circular, o número de ruas e avenidas é praticamente o mesmo, algumas obras de engenharia tais como: pontes, viadutos, rodoanéis etc, são apenas paliativos, mas, pior seria se não houvesse estas obras. Como não existe uma solução mágica para aparecerem novas rodovias, embora, algumas possam ser duplicadas, a solução viável é investir em transporte público de qualidade. Transporte público de qualidade, não é tentar embarcar no trem ou metrô, e sentir-se numa batalha em Esparta. É consenso, que havendo transporte público de qualidade, as pessoas preferirão ir de trem, metrô ou ônibus, deixando o carro na garagem, até desestimulando alguém a ter mais de um carro, com o objetivo de circular no dia em que o outro carro está proibido de circular pelo rodízio de veículos. Uma novidade que vai estrear em São Paulo em 2013, provavelmente, é o monotrilho, ele é mais barato que o metrô, porém, com um certo impacto visual, que alguns acham negativo, com as pilastras erguidas, eu vi uma foto e, esteticamente, parece que um Cesar do Império Romano, mandou construí-los, por causa das pilastras, porém, com o monotrilho circulando, ganha um ar futurista, caso a ideia dê certo, e as pessoas não se sintam como gladiadores ao embarcar no monotrilho, a novidade será bem vinda. É um pouco impactante esteticamente, bem indiscreto, exposto, se comparado com o metrô. Tudo que o paulistano menos quer ver é mais concreto, seja ele em forma de prédios ou pilastras. Porém, se for para melhorar a mobilidade urbana, a estética deverá ficar em segundo plano. Uma outra vantagem do monotrilho, além de ser mais barato do que o metrô, é que o monotrilho, sendo um trem de superfície sobre rodas, é mais silencioso. Ainda em gestação, o monotrilho causa controvérsias, os que são contra alegam, que o monotrilho tem um alto custo de manutenção, carrega menos passageiros do que o metro e traz algumas dificuldades, numa eventual retirada dos passageiros por algum motivo de pane, ou acidente. Se houve os 300 de Esparta, os trabalhadores, que usam diariamente os meios de transporte públicos lotados, são também guerreiros e sobreviventes diários, quando voltam ilesos para casa de mais um dia de trabalho.