O Relógio Dos Dias Da Semana e o Relógio Do Juízo Final

relógio dos dias da semana
Doomsday Clock foto: divulgação
         Esqueçam os segundos, minutos e horas. Esse relógio marca ( o da esquerda), exclusivamente, os dias da semana. Fica muito mais emocionante acompanhar a chegada da tão esperada Sexta-Feira. Na maioria dos mostradores, tanto de parede como de pulso, os dias da semana ficam  em quarto plano. Nesse, dos dias da semana, há apenas um ponteiro, o dos dias, embora os dias sejam segundos, minutos e horas acumulados, a experiência de ver o dia se esvaindo no mostrador desse relógio (o dos dias da semana) é interessante. Perder a hora, chegar em cima da hora, hora certa, esses conceitos não se aplicam a esse relógio (da esquerda). Ele é perfeito para marcar compromissos para os dias da semana. Ele também poderia ser chamado de relógio da expectativa da Sexta-Feira, mas, depois da expectativa da Sexta-Feira, do Sábado promissor do Domingo preguiçoso, vem a malfadada Segunda-Feira. Quando tem aquela pessoa que faz questão de dizer: “Amanhã é Segunda-Feira, quando estamos fazendo de tudo para esquecer esse fato inexorável. Houve uma época que todos nós não sabíamos que dia da semana era, nem sabíamos ainda ver as horas no relógio, nem odiávamos a Segunda-Feira, até ouvíamos dizer, mas, não fazia muita diferença. Muitos não gostam do Domingo,  porque é véspera da Segunda-Feira. O ritmo das cidades nos dizem que é Domingo, se estivéssemos numa ilha paradisíaca ou em algum lugar que queríamos estar por algum tempo, todo dia seria  Sexta e Sábado. Terça, Quarta e Quinta parecem ser dias neutros, ficam numa penumbra, nem são queridos nem odiados. Eu sei que alguns adoram o Domingo, e até a Segunda-Feira. Estou me referindo ao que sinto reverberar, o que as pessoas costumam dizer dos dias da semana. Antigamente, eu gostava  um pouco mais do Domingo, hoje, nem tanto. Creio que o fim de semana, por si só, é bipolar. Começa com uma expectativa da Sexta-Feira, no Sábado, parece que o mundo vai ser conquistado, Domingo, aquele sentimento de tristeza, desmotivação, então, culmina da depressão da Segunda-Feira. Basta olhar a fisionomia  das pessoas num ponto de ônibus  às 7:00 horas da manhã ou nos motoristas em seus carros. O círculo vicioso, ou melhor, o círculo semanal recomeça. Para as pessoas que precisam trabalhar aos fins de semana não é diferente, serão outros dias da semana que farão os papéis, então, aqueles dias neutros, já não são tão neutros assim. De qualquer forma, o relógio dos dias da semana dá uma outra noção da passagem do tempo, talvez, surja uma versão mais radical ou abrangendo o acúmulo dos dias da semana, ou o somatório deles. Um relógio com os 12 meses seria interessante para planos a longo prazo. Um relógio com um mostrador com 10 anos, por exemplo, 2013 a 2023. O que poucos sabem é que existe um relógio nenhum pouco engraçado, curioso e criativo, esse da foto do lado direito  do post. Na verdade, é um relógio aterrorizante, pois, ele  tem por objetivo marcar o fim da vida na terra. O Doomsday Clock, Relógio do Juízo Final ou Relógio do Apocalipse foi criado em 1947, pelo Bulletin of the Atomic Scientists, com a ilustre presença do físico Albert Einstein, o relógio servia para alertar a humanidade do risco de sua extinção pelas armas atômicas, era plena Guerra Fria, o  Relógio do Juízo Final já tinha sido inaugurado marcando 23:53, ou seja, faltando 7 minutos para Meia-Noite. Essa Meia-Noite ou Zero Hora tem um sentido sinistro, significava, e ainda significa, o fim da existência do ser humano e do planeta Terra pelas armas nucleares. Entre 1953 a 1960 com as duas potências nucleares, Estados Unidos e União Soviética, que agora  testavam bombas termonucleares a tensão chegou a tal ponto que o ponteiro foi movido para 23:58 ou 2 minutos para Meia-Noite. Com as duas potências nucleares, em 1991, assinando o tratado de redução e não proliferação de armas atômicas, os ponteiros do relógio do Juízo Final se afastam da Meia-Noite, sendo posicionados na marca de 17 minutos para a Meia-Noite. No dia 29 de agosto de 1991, a União Soviética se torna ex-União Soviética, posteriormente, sendo denominada CEI (Comunidade dos Estados Independentes). A guerra fria acabou, mas o Relógio do Juízo final continuou funcionando e sofreu um dos últimos ajustes em 2012, restando agora 5 minutos para a meia-noite. As alegações para esse ajuste do Relógio Do Juízo final foram: os países que continuam a manter, desenvolver e testar armas nucleares, as armas nucleares que ainda se encontram ativadas, a Coreia do Norte foi em 2012, e continua sendo, um dos países que relutam em assinar qualquer tipo de acordo de cessar o programa nuclear, pelo contrário, nesse ano de 2013 tem causado tensões com os vizinhos Coreia do Sul e Japão. A Coreia do Norte passou a provocar os Estados Unidos. O outro fator que adiantou o relógio para 5 minutos, foi a mudança climática. Todos nós adiantamos e atrasamos nossos relógios uma vez por ano, devido ao horário de verão, para economizar energia elétrica. Nesses 66 anos de sua existência, o Relógio do Apocalipse vem sendo adiantando e atrasado pelos cientistas, a diferença é que o motivo não é o horário de verão, mas o próprio fim do mundo e do ser humano, se o relógio chegar à meia-noite, se isso acontecer, vamos torcer para que nunca aconteça, não restará nenhum relógio, nem mesmo aquele relógio derretido pintado pelo pintor surrealista Salvador Dalí. Aos fãs de Heavy Metal e Classic Rock, fica mais claro agora o significado das músicas: “2 Minutes to Midnight” (Iron Maiden); “Why Did I Fall for That” (Four minutes to midnight on a sunny day, Quatro minutos para a meia-noite em um dia ensolarado, da banda The Who). Há também um filme antigo, mas excelente, chamado: The Day After (O dia seguinte), esse filme é um ícone, ele ajudou governos e pessoas a se conscientizarem, pelo clima realista que ele passa, das consequências de uma guerra nuclear. Tudo começa com um incidente entre as duas Alemanhas, o filme se passa antes da queda do muro de Berlim. Felizmente, as Alemanhas foram reunificadas, mas, ainda há duas Coreias, que tecnicamente estão em guerra, uma delas, a Coreia do Norte, vem fazendo de tudo para se isolar ainda mais do mundo, recomeçar a guerra não terminada. O atual presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, parece ter herdado do pai dele a incompetência administrativa e o descaso para com a população, a maior parte faminta e dependente de doações. Para alguns, Kim Jong-un  parece ser uma criança mimada carente de atenção no cenário mundial. O problema é que os brinquedos dessa criança carente e mimada, que quer chamar a atenção, são armas nucleares.