Celulares: A Evolução.

        Vendo os celulares “tijolos”, parece até engraçado, mas, ter um desses, naquela época, era só para quem tinha muita grana. Quando alguém atendia um “tijolo”, em público,  era o centro das atenções, realmente ter um desses “tijolos”, que era o que havia de mais moderno em dispositivos móveis de última geração, significava status. Comparando-os, lado a lado, percebe-se a evolução e miniaturalização, na linha evolutiva dos celulares. Como não poderia deixar de ser, essa evolução teve consequências no designer e na linha de produção das empresas fabricantes de brinquedos.  O destaque da foto, além das marcas mundialmente famosas, é da empresa  inovadora que surgiu em plena depressão americana, 1930, a FISHER-PRICE, investindo em brinquedos criativos, coloridos e usando material de alta qualidade, no início madeira, depois, em 1950, o plástico passou a ser usado. Divertir brincando e brincar se divertindo é o círculo virtuoso que a fez mundialmente famosa e reconhecida no mercado internacional de brinquedos para bebês. O curioso é que a FISHER-PRICE, apesar de não ser uma empresa que fabrica telefones de verdade, só os de brinquedo, representou a telefonia fixa e móvel nos seus brinquedos. Hoje em dia, só não tem um telefone fixo ou móvel quem realmente não quer (para quem não tem as necessidades básicas, um telefone não adiantaria de nada), antigamente, o preço de uma linha telefônica era uma fortuna, carros e casas eram trocados por linhas telefônicas.  Houve quem ganhou muito dinheiro só negociando e alugando telefones. Havia uma demanda incrível por linhas, a telefonia não era privatizada e o celular nem existia, pelo menos, não de modo a ser comercializado.  Quando era anunciado um plano de expansão, que na prática eram novas linhas postas à venda, criava-se um verdadeiro pandemônio, centenas de pessoas  para adquirir uma nova linha, alguns para especular claro, compravam com o objetivo de revendê-la, posteriormente e lucrar. Os donos das linhas telefônicas também tinham direto à ações. Não restam dúvidas  de que privatização tornou a telefonia acessível a todos, porém, muitos reclamaram do preço da assinatura. Questões sobre o processo de privatização da telefonia, até hoje, são motivo de discussões. No Brasil, quando a internet era discada, havia aquele barulhinho de felicidade quando a conexão era feita. A maioria das pessoas podia ficar da meia-noite às seis da manhã conectadas a internet, era o horário no qual se gastava menos com a internet, o horário mais barato, claro, você poderia entrar em qualquer horário e ficar o tempo que quiser, é verdade, e ver a conta de telefone estourar no fim do mês ou quando a conta chegava via correio. Esse foi o período romântico da internet, a internet discada, da meia noite às seis da manhã, a internet fervilhava de pessoas pela madrugada, quando ia chegando  às 6 horas da manhã, todos iam se despedindo. Pode-se chamar esse período de Era Draculaniana ou Zumbiniana Discada da internet, a maioria entrava depois da meia-noite e saia antes das seis da manhã, não que todos se queimariam quando amanhecia o dia (ficavam com olheiras de noites mal dormidas), mas, quem persistisse em usar a internet depois das seis da manhã e antes da meia noite, arcaria com uma conta de telefone astronômica. Nessa época, muitos compulsivos por internet que não esperavam chegar até a meia-noite devem ter gastado uma fortuna em pulsos e conta telefônica.  Pode-se também dizer, no caso das mulheres que acessavam na época da internet discada, era um conto de fadas internético, à Cinderela, depois das seis da manhã a carruagem não virava abóbora, mas vinha uma conta altíssima de telefone. Na época da internet discada, ver vídeos e baixar arquivos era uma verdadeira tortura chinesa. Quem viveu essa época, que nem faz tantos anos assim, ficou muito feliz quando instalou a banda larga e a internet via cabo. Outra fato curioso, geralmente, não se conseguia entrar na internet discada, na primeira tentativa, por isso aquele barulhinho típico, quando a conexão era conseguida, era motivo de muita felicidade. A maioria esmagadora entrando no mesmo horário congestionava os servidores.