Quando Alguém Quebra Alguma Coisa

        Segundo o Centro de Pesquisas e Estatísticas MEME*, a maioria das pessoas quando quebram alguma coisa, arrumam a coisa quebrada, suficientemente, para a próxima pessoa, que a utilizar, pensar que foi ela que a quebrou. Isso explica muita coisa, quando tocamos em algum objeto e pensamos: “Mas eu só encostei e caiu, parece que já estava quebrado!”. Nesse caso, somos a próxima pessoa que o usou. É como o famoso caso da lâmpada queimada. Sabe-se que a lâmpada queimou, a lâmpada foi queimada, mas, o agente causador, encontra-se indeterminado.  Dificilmente, aquele colega de trabalho vai fazer um pronunciamento: “Gente, eu queimei a lâmpada” ou “Fui eu que quebrei” Mesmo sem querer, ninguém quer ser o autor de obras “desconstruídas” ou quebradas. Já objetos de vidros, cerâmica e porcelana são mais difíceis de “arrumar o suficiente” para culpar ao próximo, isso explica alguns objetos que, misteriosamente, somem.  Claro, isso não explica todo sumiço de objetos, há os cleptomaníacos, que não são fãs do guitarrista e cantor Eric Clapton, e sim pessoas que têm o Transtorno dos Controle dos Impulsos. Mas como distinguir as pessoas que realmente têm esse transtorno dos ladrões safados? Somente psicólogos e psiquiatras podem dar esse diagnóstico. Em geral, os objetos furtados por cleptomaníacos são de pouco valor. Por isso, políticos corruptos jamais poderiam ser cleptomaníacos, são safados mesmo. Há as explicações sobrenaturais para sumiços de objetos e objetos quebrados, o Saci-Pererê não furta, mas, esconderia os objetos, fazendo as pessoas perderem o maior tempo procurando, pura sacanagem, o Saci-Pererê é o trollador folclórico Brasileiro, é dito que ele faria tranças nos rabos dos cavalos. Rabo de cavalo com trança rabo de cavalo é redundante. Há também o misterioso fenômeno Poltergeist, deslocamento de objetos, algumas vezes, objetos sendo arremessados contra  paredes ou no chão. Saindo do mundo sobrenatural e voltando ao mundo natural ou real, definir o que seria a “realidade” seria outra polêmica, melhor voltar ao cotidiano, quando alguma criança da casa quebra algo, sem querer, recolhe os pedaços, fazendo-os sumirem. A mãe, claro, com o sexto sentido feminino e apurado senso aritmético, acaba sempre descobrindo. Se for um daqueles bibelôs de estimação, é só uma questão de tempo.  No país do futebol, qual moleque nunca tentou jogar futebol na sala de casa?. Entre irmãos, quebrar e pôr a culpa no outro  ou quebrar e esconder deve ser mais antigo do que andar para a frente. Quando seu irmão mais novo pega qualquer coisa que você tenha de estimação, quebra, sempre é sem querer ou quase sempre, depois esconde e vai negar, veementemente, na frente dos pais, que foi ele. Essa é uma das sinas do irmão mais velho, a sina do primogênito. Toda pesquisa nos faz pensar. Primeiro porque nunca fazemos parte dela. Eu não fui entrevistado, pensamos. Cada um de nós, ao ver o gráfico em forma de pizza, refletirá sobre em qual pedaço se encaixa. Qual o seu pedaço de pizza?. Não, não precisa dizer!. Isso é apenas um post, não uma pesquisa. Espero que a maioria se encaixe nos pedaços menores da pizza. Será aquele tipo de reflexão silenciosa. Devo não nego, pago quando puder, é uma máxima, mas para essa do post seria: Quebrei, assumo, eu vou pagar!.

* O Centro de Pesquisas e Estatísticas MEME é ficcional, embora ele revele verdades inconvenientes com uma carga de humor.