O Amor Machuca, Mas Também Cura.

        Fonte inesgotável de inspiração para artistas, poetas, compositores o #amor segue seu caminho trazendo alegria, mas também dilacerando corações. Muitos compositores, depois de uma desilusão amorosa, mergulhados numa fossa e depressão terríveis, compuseram letras que falam desse sentimento universal: o amor. Essa ambivalência que o amor tem, trazendo felicidade e infelicidade, infelizmente, muitas vezes, desgraças. Como as pessoas conseguem sublimá-lo ou canalizá-lo para as várias formas de arte, inclusive, a sétima arte: o cinema.  A versatilidade do amor transcende o relacionamento entre indivíduos, por isso, há o amor à pátria, amor ao dinheiro, fazer algo com amor, dedicar-se de corpo e alma. Essa tirinha abrange, desde a outra metade da laranja, o azedume e o agridoce amor, até como o amor consome, machuca e deixa a pessoa em frangalhos, subnitrato de pó de nada ou farrapo de desilusão amorosa.  Se eu fosse definir essa tirinha com uma música, seria a: “Love Hurts” (O Amor Machuca), da banda Nazareth,  que aborda com muita propriedade a temática, o que me leva a crer que o compositor a fez com conhecimento de causa, ou seja, sofrimento de uma decepção amorosa. Onde  o verso mais impactante diz: "O amor é apenas uma mentira criada para te deixar triste". Tem muito ressentimento nesse verso e muita polêmica, pois está longe de ser unanimidade. Não quero fazer desse post uma playlist minha, só são algumas músicas sobre o tema que lembrei, entre outras: Still Loving You (Scorpions); Hello, I Love You (The Doors); One (U2); Forever (Kiss); All You Need Is Love, She Loves You (The Beatles); Can't Stop Lovin' You (Van Halen), etc. Eu sei que a lista ficou tendenciosa, porque  é com músicas do estilo musical que eu gosto, mas estou certo que você deve estar pensando naquelas do seu gênero musical preferido. O romantismo no rock’n’roll existe, sempre existiu, porém os rockeiros ou roqueiros não gostam da palavra música romântica de rock, então, usa-se o termo: baladas de rock.  Você deve estar pensando: “Não é a mesma coisa?”. Não é bem assim. A música será decodificada como: “Minha banda preferida fez uma música que fala de amor, sem ser romântica nem piegas”. É uma frase contraditória, com licença poética, paradoxal, porém, permitiu as grandes bandas passarem a mensagem para a audiência de rock’n’roll.  Não que o romantismo seja nenhum crime, mas há maneiras apropriadas de abordá-lo para as várias audiências ou tribos urbanas. A música mostrou poder destrutivo que o amor pode ter, isso soa bem pegada rock'n'roll. Existem também expressões como rock melódico. Quando o rock fala de amor, faz de uma maneira visceral, pulsante e enérgica. Desde o rock clássico, até o hard rock, heavy metal e demais vertentes, o tema amor sempre teve espaço. Senão o amor literalmente falando,  explícito, com certeza, as consequências ruins dele, isto é, indiretamente falando dele. Com certeza, bandas e cantores dos primórdios do rock que tiveram a temática recorrente do amor, em suas letras, serão lembrados eternamente, por exemplo, Elvis, o rei do rock, e Roy Orbison, entre outros. Quando surgem as vertentes, a revolução do rock, os descendentes do rock, os metais, tudo é contestado, do amor até a existência, até com doses de autodestruição e pessimismo regado a crise existencial, principalmente, depois do paz e amor e do flower power.  O rock melancólico britânico dos anos 80, para ser ouvido naqueles dias cinzentos e frios, enquanto você vê os pingos de água escorrendo pelos vidros da janela. Vendo o rock, hoje, há os metais, não metais, parece tabela periódica, bandas que se autointitulam de rock, mas não são aceitas pelo público rock. A fusão de rock com outros estilos que agrada uns, mas desagrada outros. Algumas bandas são inteligentes, percebendo que enveredaram por um caminho que desagradou aos fãs, voltam as suas origens. É o experimentalismo que resulta de insatisfação do público, prejuízo para banda, ou seja, um tiro no pé.  O público fiel não perdoa. Alguns bandas têm se mostrado tão competentes que, além de manterem seu público, o mesmo público que as ajudou chegarem onde estão, ainda arrebanham fãs das novas gerações. Um exemplo clássico são os The Rolling Stones, um das mais antigas em atividade, não é raro ver em seus shows: avô, pai e neto ou avó, filha e neta, três gerações como dna do rock.