O Comovente Retorno de Um Herói Veterano do Dia - D à Praia de Omaha, Na Normandia

       Praia é lugar de lazer, diversão, curtir o feriado prolongado, bronzear-se. Não foi isso que aconteceu no dia 6 de Junho de 1944, o Dia - D, na Normandia, o mais longo dos dias. O codinome oficial do Dia - D  foi: Operação Overlord  (Operação Dominadora). O desembarque Aliado na Normandia foi o maior ataque anfíbio da história. Começava a libertação da Europa Ocidental. O estreito da costa da Normandia foi dividido em 5 setores: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword. Para entender o motivo de Robert Blatnik, na foto do post, estar agradecendo, ajoelhado, é preciso lembrar que o setor mais sangrento do desembarque, e onde houve as maiores baixas, foi o setor no qual Robert Blatnik desembarcou ,Omaha, que foi de responsabilidade dos americanos. O fato de Robert Blatik estar vivo é uma benção, sorte, destino você pode chamar do que quiser, as estatísticas estavam todas contra ele e cinco metralhadores MG 42. Num dos ninhos de metralhadora, estava o soldado alemão, Hein Severloh, apelidado pelos americanos de: A Besta de Omaha,  ele atirou por 9 horas seguidas nos americanos, usando a terrível e letal metralhadora, a mais rápida do mundo, naquela época,  uma MG 42, chamada de zíper de  Hitler, pelo barulho que fazia,  e a velocidade, e a quantidade de projeteis que podia disparar, 1500 por minuto, quando a munição de metralhadora acabou, ele passou a atirar com um rifle. A Europa estava dominado pelos nazistas, somente a Inglaterra resistia. Se não fosse por heróis como Robert Blatnik, o mundo como o conhecemos hoje, não existiria. Nós, provavelmente, não existiríamos, caso existíssemos, não seríamos livres mas sim escravos.  O Brasil lutou ao lado  dos aliados contra o Eixo, com a Força Expedicionária  Brasileira. Não pense que nosso país estava livre da ameaça nazista, um submarino U-Boat alemão afundou navios no litoral do Rio de Janeiro. Outro fato importante, antes mesmo do início da Segunda Guerra Mundial, quando  a  Polônia é invadida pelos nazistas, em 1 de Setembro de 1939, os nazistas já estavam sondando o Brasil. Em 1935, jovens cientistas nazistas liderados por Otto Schulz-Kamphenkel, biólogo e geógrafo, a serviço do Terceiro Reich, “passearam” na expedição de Belém do Pará, percorrendo as margens do rio Jari, onde se encontra o atual estado do Amapá, terminando a viagem na fronteira da Guiana Francesa. Existe até uma cruz de três metros, com a suástica, no túmulo, homenageando  Joseph Grenier, a foto existe na internet. Ingênuos índios posam próximos a cruz cristã com uma suástica incrustada nela. A ideia do espaço vital, e a desconfiança de um iminente ataque Russo contra a Alemanha, apesar do pacto de não-agressão, entre a Alemanha e União Soviética, desencadeou a operação Barbarossa, invasão da União Soviética, que visava também as reversas petrolíferas. A Blitzkrieg (guerra-relâmpago) não funcionou na vastidão do território Russo, o outono lamacento, e, depois, o rigor das temperaturas negativas recordes no inverno fizeram a inovadora guerra-relâmpago nazista paralisar devido aos 40 graus negativos. As ideias do espaço vital, da expansão da raça ariana, a extração, espoliação de reservas minerais, metais nobres, diamantes, escravização seriam implantadas no Brasil e países vizinhos. (Com relação a nosso país, ele já foi colônia de exploração e o último país a abolir a escravidão). Toda a semente, o ódio, o antissemitismo, a intenção de invadir a União Soviética em busca do espaço vital, estavam descritos no livro que Hitler escreveu, intitulado “Minha Luta”. Ninguém levou muito a sério esse livro que foi escrito no período no qual ele esteve na prisão, que, aliás, parecia mais uma casa de campo, onde o futuro genocida e anticristo, Adolf Hitler, podia receber quem quisesse e reunir-se com os outros presos que participaram do fracassado golpe da cervejaria. As ideias contidas nesse livro  trariam como consequência a morte de mais de 50 milhões de pessoas, trazendo o caos morte e destruição à Europa, África (Afrika Korps), por terra ar e mar, levando a Alemanha e seu povo a um abismo, destruição, divisão do território entre os Aliados, posteriormente, o muro de Berlim, a reconstrução total da Alemanha durou ate os anos 80. Trazendo uma mancha e uma culpa difícil de esquecer. O livro de Hitler tornou-se o livro de cabeceira de todo nazista, traduzido para outras línguas como o propósito de disseminar o ódio aos judeus. Os perseguidos e executados eram desde  inimigos políticos, religiosos (testemunhas de Jeová); ciganos; maçons. Implementaram uma clínica da morte, praticando a eutanásia para deficientes físicos e mentais. A perseguição englobava quem se opusesse ao regime nazista. O partidário nazista que não tivesse um exemplar do livro: Minha Luta, em casa, na estante, podia ser denunciado e preso.  Essa divulgação do livro através do medo, o marketing do medo, fez o livro render muito dinheiro em direitos autorais para o ex-cabo mensageiro da primeira guerra e artista frustrado, Adolf Hitler. 
Ricos industriais alemães simpatizantes do nazismo, faziam doações vultuosas ao partido nazista. Expropriação da propriedade e bens judeus e dos demais perseguidos, roubo de obras de arte, de matérias-primas, saqueando as riquezas da Polônia derrotada e ocupada, o mesmo na frança ocupada.  Se o plano nazista fosse executado no Brasil, seria o inferno na terra, como foi na Europa. Pode-se imaginar uma Serra Pelada, generalizada ou em filiais do inferno, com mão de obra escrava. Quem falava muito da ameaça gringa (americana) na Amazônia, é bom lembrar que uma Amazônia germânica nazista foi cogitada por membros do terceiro Reich, as guianas: inglesa, francesa e holandesa  também estavam na mira da chamada: Operação Guiana, que visava a colonização dessas guianas pelos nazistas. Essa infiltração nazista na América do Sul, acontecia na cidade grande também, em São Paulo, entre outros estados, nas instituições e bancos alemães, escolas de ensino germânico (não se pode generalizar, é verdade), células nazistas davam os primeiros passos. Houve até casos de “professores” que eram instruídos a seguir a doutrina nazista, com as diretrizes  vindas de Berlim. Incutir nas mentes ingênuas das crianças a imagem e os hinos do distante “Tio Hitler”. Havia até um retrato de Hitler que era, convenientemente, quando era preciso, virado com a foto de Hitler, no verso, havia uma paisagem. Só para lembrar, o presidente Getúlio Vargas titubeou muito, ficou indeciso, até escolher o lado dos Aliados, até Disney em pessoa e Mickey Mouse fizeram uma visita para “convencer” o governo brasileiro a escolher o lado dos Aliados. Matérias-primas brasileiras, principalmente a borracha, entre outras, eram importantíssimas para o esforço de guerra dos Aliados. Para a vergonha do Brasil, houve o ridículo movimento integralista, fundado por Plínio Salgado, com a desprezível saudação: Anauê. Embora tenham negado, além das braçadeiras com o símbolo sigma, no lugar da suástica, a marcha passo de ganso, eles eram “nazistas do Paraguai”, uma imitação, inclusive, alguns eram antissemitas. Aos que morreram na Segunda Guerra, aos sobreviventes, aqueles que tiveram a juventude roubada, foram lançados num dos momentos mais sombrios da história da humanidade, mas deixaram um legado para o mundo e as futuras gerações. Sei que toda guerra é desprezível, é irracional, é insana, mas quando monstros psicopatas (alguns com dois diplomas universitários e vindos de famílias abastadas, Josef Mengele. Alguns pensam que somente pessoas sem instrução e pobres cometem atrocidades) fuzilam homens, mulheres e crianças, posteriormente, industrializam a morte com a execução em câmaras de gás e queimam os corpos em fornos, esses monstros precisam ser detidos, a qualquer custo, e eles foram. O  Terceiro Reich e  a super-raça ariana que, segundo Hitler, durariam mil anos, acabaram-se em cerca de 12 anos. As vítimas do Holocausto, mais de 6 milhões de judeus. Não se pode esquecer de que o ditador genocida Stalin, segundo historiadores russos, matou entre 6 e 9 milhões de ucranianos, a maioria de fome, no que se chamou-se  de Holocausto ucraniano. Os Estados Unidos lançaram duas bombas nucleares sobre o Japão. Os livros de história do ensino médio seriam mais interessantes se contivessem mais fatos sobre a Segunda Guerra, mesmo inconvenientes. Outra coisa que não aprendi nos livros de história, foi que, mesmo antes do final da segunda guerra, russos, americanos e ingleses buscavam, desesperadamente, capturar cientistas alemães, visando à transferência de tecnologia de ponta nazista: do primeiro míssil balístico, do primeiro avião a jato e outros projetos secretos, projetos esses que Hitler espera que vencessem a guerra, que já estava perdida. Mal terminava uma guerra, e começava outra, a Guerra Fria. Quando não eram capturados, os cientistas alemães preferiam render-se  aos americanos, depois do que fizeram na União Soviética, os nazistas tinham medo da retaliação do exército vermelho, que vinha fechando o cerco no front oriental até chegar a Berlim. Atrocidades aconteceram, de fato, foram relatados estupros de mulheres alemãs causados por soldados do exército vermelho, muitas delas cometeram suicídio em Berlim. Velhos e crianças (primeiro com 16 anos, depois com 13 anos) foram forçados a defender Berlim, quem não fosse, era enforcado, enquanto o Terceiro Reich agonizava, por um lado chegaram os russos primeiro, pelo outro os aliados. Não havia um plano de evacuação para os civis alemães. A operação americana chamada “Clip de Papel” trouxe alguns dos cientistas nazistas (que, infelizmente, tinham usado suas mentes brilhantes a serviço do mal) para a América. O mais famoso, o ex-SS  Wernher von Braun, engenheiro de foguetes e sua equipe renderam-se aos americanos. Von Braun, posteriormente, trabalhou para a NASA, desenvolvendo o foguete saturno, responsável por levar a tripulação da missão Apollo à Lua. Depois de quase 75 anos, muitos segredos sobre a Segunda Guerra Mundial ainda são mantidos em sigilo, ao que parece, só na década de 2030 alguns dos top secret documentos britânicos poderão ser revelados. Um dos segredos mais curiosos foi a equipe de cenógrafos de Hollywood que tinham tanques e caminhões de borracha infláveis para enganar os alemães. Ilusionistas e mágicos, agentes duplos também foram recrutados para o esforço de guerra dos aliados. Por incrível que pareça, a Segunda Guerra ainda faz visitas hoje, recentemente, durante escavações para obras, uma bomba da segunda guerra foi detonada na Alemanha, acidentalmente, pelo operador  de escavadeira que morreu. Que ironia do destino, Robert Blatnik, da foto do post, que atravessou o inferno da  praia de Omaha, onde havia cinco metralhadoras MG 42, minas, arame farpado e obstáculos pontiagudos de metal, na Normandia, sobreviveu. O operador de escavadeira, num dia rotineiro de trabalho, é morto pela explosão de uma bomba não-detonada da Segunda Guerra Mundial. Os fantasmas da Segunda Guerra ainda pairam sobre a humanidade, seja nas lembranças, seja nas bombas não-detonadas, que foram despejadas aos milhares nas regiões industrializadas da Alemanha, seja no neonazismo. Muitos dos assassinos, carniceiros e genocidas nazistas, tomaram a rota dos ratos ou caminho dos ratos cujo objetivo era chegar aos países da América do Sul. Alguns tiveram o paradeiro desconhecido, ou seja, podem estar vivos, em algum lugar. Eu concordo com o que disse o Jô Soares, na Segunda Guerra, existiam dois lados, o bem e o mal. Era fácil diferenciá-los.