O Disquete e a Impressora 3D

        O “falecido” disquete  já foi um dispositivo móvel de armazenamento importantíssimo. Eram 3 ½” polegadas com a “impressionante” capacidade de armazenamento de 1.44 MB. Antes dele, houve o disquete de 5,25”. O disquete de 3 ½” , 1.44 MB, tornou-se popular, tanto para o uso caseiro quanto para o uso profissional. A caixa de sapato vazia era um dos lugares ideias para eles serem guardados.  Havia um local no disquete, uma etiqueta, para escrever, à caneta ou lápis, o conteúdo gravado.  Quem fazia arte-final, para serviços gráficos, devia mandar o arquivo “fechado” (com as especificações apropriadas para impressão). A internet ainda estava engatinhando, ainda internet discada,  com isso, enviar alguém com um disquete na mão para ser impresso na gráfica era o modo, na época, de agilizar o processo.  Para não estourar a conta de telefone fixo, as pessoas só usavam a internet discada, depois da meia-noite, pois era mais barato. O barulho de quando a conexão havia sido feita marcou época. Era o som de estar entrando no futuro. Da 0h às 6h manhã, era o horário mágico e barato da internet discada, quando se aproximava das 6:00 da manhã, todos, quase todos, despediam-se e desconectavam-se. Era hora da carruagem da conexão barata voltar a ser abóbora, uma abóbora muito cara, quem resolvesse ficar na internet discada, depois das 6:h da manhã, pagava por minuto, imagine o preço da conta telefônica, naquela época, quando a linha fixa ficou mais barata, mas o custo da ligação, o pulso, ficou um absurdo. Tenho certeza que muitos viciados em internet tiveram contas astronômicas de telefone fixo, nessa época, ou deram prejuízo aos pais. Assistir um simples vídeo no YouTube, era um exercício de paciência, até o vídeo carregar... Com a banda larga, tudo mudou. A geração pós-1990 reagirá como o moleque da ilustração do post, ao ver um disquete, pensará que o ícone de salvar foi impresso numa impressora 3D. O disquete, que foi mostrado como a intenção de impressionar, como uma relíquia tecnológica, foi simplesmente "decodificado" pelo moleque, como sendo o resultado de uma impressão 3D. Desde o disquete até o pendrive,  foi  um longo caminho, passando pelo  CD, DVD, ZipDrive, cartão de memória, e a saga continua. Uma famosa fabricante já apresentou o pen drive de um 1TB (terabyte). Já o preço, quem TERÁ o dinheiro para comprar tantos BYTES para armazenar dados, já é outra história. Os HDs externos são outra opção. Além do preço, o objetivo também pode definir qual deles é a melhor escolha. Quanto as futuras gerações, pode ser que algum dia, alguém segure um pen drive na mão e faça a mesma pergunta: “Você já viu um destes antes?”.  Será difícil reconhecer algo que não fez parte da realidade prática do dia a dia, a não ser que seja alguém interessado em história da evolução dos dispositivos de armazenamento de dados.  A resposta será tão surpreendente como essa do post, e quem perguntou sentirá que está ficando velho. Todos estamos, desde o momento que passamos a existir...