Adaptações De Obras Literárias Para o Cinema

Algumas adaptações de obras literárias para o cinema causam polêmicas, principalmente, quando são consideradas ruins. Por vezes, quem leu o livro e assistiu ao filme saiu decepcionado do cinema, da televisão ou do monitor. O livro era ótimo, mas a adaptação para o cinema foi tão diferente, estranha, irreconhecível.

A adaptação foi tão livre que voou para longe da visão da obra do escritor. Cada imaginação é única e pintada (matizada) com as cores da nossa experiência de vida, personalidade e o modo como enxergamos o mundo, mas destoou muito.

Há adaptações boas que agradam à maioria que leu o livro. O diretor conseguiu captar a essência da obra, mesmo que não coincida com o que imaginamos, o resultado foi ótimo.  O elenco foi escolhido com muito cuidado, atores e atrizes ideais para representar as personagens do livro. Tanto é que ao reler o livro, fica difícil não imaginar o ator que interpretou o personagem.

Por outro lado, há quem gostou muito de um filme sem prestar atenção a parte do crédito que diz que o filme é baseado no romance de determinado escritor. Pode ser que a pessoa leia o livro depois, mas prefira a adaptação para o cinema ou nem tenha a curiosidade de ler para poder comparar.

Rambo: Programado para Matar (1982), (First Blood), é baseado no romance de mesmo nome de David Morrell, de 1972. O final é diferente (melhor evitar o spoiler), inclusive, há o final alternativo no Youtube, pelo menos havia. O filme ofuscou a obra literária e virou uma franquia de sucesso, que foi consagrada no gênero de filmes de ação.

A legenda da foto é assunto para discussão. A parte perdida não foi abordada adequadamente, foi limada para o filme não ficar tão longo, não foi mostrada mais detalhadamente, trechos não foram fiéis ao livro, detalhes importanes foram deixados de lado.

A grande parte perdida é o modo particular de cada ser único imaginar uma história que foi lida? A subjetividade de se imaginar uma história contada por alguém. Os fãs de obras literárias são exigentes, não perdoam qualquer deslize na adaptação.

Quem gostou muito de uma obra literária pode ser levado pela curiosidade a assisti-la adaptada para o cinema, é uma expectativa a mais (que pode ser frustrada), comparado a quem não leu a obra e, às vezes, nem sabe que é uma adaptação.

“Onde os Fracos Não Têm Vez”, ótima adaptação, realizada pelos irmãos Coen do livro: “No Country For Old Men” (Onde os Velhos Não Tem Vez), do escritor norte-americano, Cormac McCarthy.

Às vezes, os próprios escritores(as) não gostaram das adaptações das obras deles(as) para o cinema, apesar de os filmes terem feito estrondoso sucesso de público e crítica, tornando-se clássicos.


Há ótimas e boas adaptações, ruins e péssimas. Existe quem não aceite sua obra preferida adaptada, e os haters (os que odeiam, os “odiadores”) sempre odiarão.