Livros Não São Tijolos!. Libertem os Livros!.

        Aqueles que gostam de livros ficarão horrorizados com essa foto. Espero que seja só um caso isolado de gambiarra na alvenaria. Toda vez que os livros foram proibidos, queimados ou impedidos de circular, foi um período de trevas para a humanidade.  Pensar nos livros como o alicerce do conhecimento, da propagação do conhecimento é certo.  Agora, fazer dos livros tijolos já extrapolou o bom senso. Alguns anos atrás, no Brasil, houve aquela excelente ideia, depois de ler um livro, a pessoa o deixava num banco de praça ou lugar público, para que alguém pudesse lê-lo, iniciando uma reação em cadeia, com o livro circulando em lugares públicos. O livro circulava aleatoriamente, sendo lido por muitas pessoas, uma biblioteca pública aleatória com livros sendo circulados. O que vemos na foto do post foi o triste enterro simbólico do conhecimento, a concretização da ignorância. Os livros foram aprisionados, sumariamente, numa prisão perpétua. Será que vai surgir um movimento pela internet para a libertação dos livros “emparedados”?. Os moradores do lugar poderia fazer uma “vaquinha” arrecadar dinheiro para comprar tijolos, substituindo os livros por tijolos. Libertem o conhecimento!. Libertem os livros!. Onde está aquela moça loira com uma marreta, do comercial da Apple. Ela poderia dar passada por aí, libertar os livros do cativeiro. Não é desobediência civil, é uma justiça para com os livros e para com a  construção civil. É uma visão tão bizarra quanto ver tijolos nas prateleiras de uma biblioteca, ao invés de vê-los nas paredes da mesma. Quando houver uma vistoria nesse imóvel, quem a fará, um fiscal ou um bibliotecário?. Podemos supor que essa obra, para não dizer outra coisa do verbo obrar, está inacabada, ainda falta o acabamento. Se for feito um acabamento, depois, arqueólogos do futuro ficarão impressionados com o alicerce da ignorância que foi deixado para a posteridade. Mesmo que essa fosse uma medida desesperada, provisória, para evitar um desabamento, uma tragédia, evitando que pessoas que vivam no lugar morressem ou que houvesse um desabamento, esses livros deveriam ser, em seguida, retirados,  restaurados, condecorados com uma medalha por heroísmo e por salvar vidas. Quais seriam os títulos desses livros, realmente, não tem como saber, mas os títulos seriam importantes na condecoração, para saber o nome do livro homenageado. Livros não são tijolos!”. Libertem os livos!.