Edwardinho, Mãos de Escavadeira

        Diferente de Edward, Mãos de Tesoura, que era cabeleireiro, jardineiro muito habilidoso em podar formas nas plantas e esculpir figuras no gelo, Edwardinho, Mãos de Escavadeira, diverte-se na praia, os baldes de encher areia na praia não podem competir com “garras” de escavadeira. Na construção de castelos de areia,  ter as mãos de escavadeira é muito mais apropriado para a construção civil lúdica. Apesar de parecer brincadeira de criança, as garras de escavadeira serviriam ou seriam úteis para muitas atividades e profissões, numa pequena reforma residencial,  por exemplo, pegar areia para a mistura da massa, numa floricultura ou jardim, para manusear a terra, fertilizante. Para pegar uma grande quantidade de algum material, seja para depositar em vasilhas maiores ou misturar. Na verdade, esses antebraços e mãos de plástico não são novidades, existiam uns que eram em forma de mão com um apoio que era acionado para abrir e fechar, segurar e largar. Havia um também na versão robótica, com um antebraço e mão de  “robô” que abria e fechava. Eu não sei onde as mãos de escavadeira podem ser compradas, sempre recebo e-mails perguntando.  Apesar das mãos de garra de escavadeira, da foto do post, serem feitas pelo processo convencional, elas poderiam ser feitas, tranquilamente, por uma impressora 3D, a tecnologia da impressora 3D já existe faz 26 anos, o que houve é que ela se popularizou, não apenas plástico,  mas alumínio, gesso cerâmica, titânio, materiais flexíveis parecidos com borracha podem ser “impressos”.  Ao que parece, num futuro próximo, acontecerá o mesmo que houve no setor das Artes Gráficas e nos Parques Gráficos. Pessoas imprimindo convites de casamento e cartões de visita em casa, fora panfletos, folders, flyers, que, antigamente, só podiam ser impressos em máquinas gráficas, algumas delas, enormes. Já existem impressoras 3D, vendidas por pouco mais de 2000 reais. O que deverá acontecer é que, ao invés de comprar algo, num futuro não muito distante, você imprimirá aquilo em casa. Isso pode ser visto com uma nova revolução industrial sem precedentes, matéria-prima e o consumidor imprimindo o produto final que ele deseja no conforto do lar. Será uma revolução industrial, e nos meios de  produção, sem precedentes. Ela já começou, hoje é possível imprimir uma miniatura nossa, um boneco de plástico, igualzinho, com um scanner e uma impressora 3D. Se pensarmos, num futuro, milhões de pessoas imprimindo tudo que precisam em plástico, alumínio, gesso, cerâmica, titânio etc. Não para por aí, próteses  feitas com materiais biocompátiveis. Mesmo sabendo que a tecnologia existe faz 26 anos, ela ficar acessível ao consumidor final é, realmente, inovador e é vislumbrar, ver, mesmo que pela fresta da porta, o futuro que nos aguarda As impressoras que imprimem em papel e outros materiais são comuns, as máquinas que gravam ou “silkam” na superfície de materiais existem faz tempo, pensar que chegaria o dia que, além de imprimir na própria superfície da xícara, poder-se-ia “imprimir” a própria xícara é impressionante. Infelizmente, como toda tecnologia, ela também pode ser usada para o mal. No Texas, Estados Unidos, um arquivo foi disponibilizado para “imprimir” um revólver, que atira mesmo, quase todo feito apenas em plástico, tem apenas uma pequena peça de metal. Um fato curioso e preocupante, o Brasil está entre os países que mais baixaram esse arquivo do revólver de plástico.