Chamem o Alfredo!. Não!. Melhor Chamar o James.

        As necessidades fisiológicas e a morte é o que iguala todos os seres humanos, reis, rainhas, príncipes, Sirs e Lords. Todos  se sentam no trono e todos morrerão, um dia. Sir é um título concedido pela monarquia britânica, um reconhecimento por algo feito em prol do Reino Unido, o agraciado é nomeado Cavaleiro do Império Britânico, um exemplo famoso é o Sir James Paul McCartney, ex-integrante dos Beatles, há atores e físicos que também receberam o título. A versão feminina seria: Dama do Império Britânico, isto é, Madam. A brincadeira do post é que os Sirs, os Lords também se enquadrariam no conteto, usariam papel higiênico feito de renda francesa, claro, a mais cara existente ou um das mais caras. Para quem achava chique aquela madame, do comercial, chamando pelo mordomo Alfredo, o qual vinha trazendo um papel higiênico numa bandeja, as Madames e Ladies esposas dos Sirs e Lords, quando acaba o papel higiênico, chamariam pelo mordomo James, o mordomo, que viria trazendo papel higiênico de renda em cima da bandeja. Descobrir que o papel higiênico acabou, depois do ato escatológico feito, para não dizer outra coisa, realmente, é uma das situações em que se é pego com as calças na mão. Nesse caso, só uma grande improvisação à MacGyver, um chuveiro com chuveirinho, um jornal, com a internet, a quantidade de jornal emergencial para situações de contingência fecal diminuiu drasticamente. Por falar nisso, lembrei da revista Mad, a qual eu era um fã na adolescência, não nego que ainda sou fã, a sessão que respondia às cartas dos leitores, realmente, era hilária, lembro de uma carta de um leitor dizendo mais ou menos assim: "O preço desse papel higiênico tá caro". A revista de humor também tinha o apelido de joça, algumas vezes, o slogan: Eca de revista!, era citado pela própria revista ou usado na sessão de carta pelos leitores. Quando um tal Janjão foi posto para responder às cartas dos leitores, a sessão carta dos leitores e as respostas de Janjão tornaram-se ácidas e engraçadas, tornando-se um atrativo a mis na revista, um canal de comunicação e de humor, onde os fãs podiam fazer criticas, sugestões e elogios, claro, zuar muito. Só uma revista como a Mad foi capaz de levar na brincadeira e ser tão irreverente, até irreverente consigo mesma, afinal, era uma revista de humor, crítica, ácida, irreverente, verdades inconvenientes, críticas sociais. A versão brasileira da revista fez muito sucesso, originalmente, a revista era norte-americana. Claro, ninguém usava a Mad como papel higiênico, eu pelo menos garanto que nunca a usei como tal. As sátiras dos filmes famosos, o célebre relatório OTA com seus desenhos toscos. Espero que o OTA não leia esse post, mas, eu costumava dizer que meu irmão desenhava igual ao OTA, e isso não era um elogio. Sou muito fã do excelente cartunista Sergio Aragonés, nascido na Espanha, radicado no México, posteriormente, indo morar nos Estados Unidos, seus minicartuns, nas margens da revista, as marginais do Mad, são espetaculares. Certamente, ele foi o colaborador que mais tempo atuou na revista Mad. Esse papel tecido higiênico de renda, do post, supera os de dupla face, afinal, é dupla face em renda francesa. A revista Mad vem morrendo ressuscitando, no Brasil, a última capa que vi, foi aquela satirizando uma senhora que tentou restaurar uma obra de arte, inclusive, o resultado da restauração que ela fez, virou Meme na internet, e outra capa  que vi, satirizava a franquia Homem de Ferro. Por falar em papel higiênico, na revista Mad o personagem que aparece nas capas da revista, que a simboliza, chama-se: Alfred E. Neuman, mas, para os leitores e fãs, ele será o eterno Mad. A associação entre o personagem e a revista, tomou força, um fato que comprovava isso era alguém dizer, fulano de tal parecia o Mad, e não o Alfred E. Neuman. Bom, a associação Alfred, Alfredo e papel higiênico tem uma certa lógica.